A crônica do cansaço em 2026
Está todo mundo cansado, está todo mundo doente.
Não esta todo mundo cansado. Em Dubai, bilionários sobrevivem a base de uísques centenarios (de centenas de milhares de dolares a dose) servidos por mãos modernamente escravizadas enquanto turistas tiram fotos achando que tudo aquilo é muito bonito.
Não está cansada a "líder" do escritório que acabou de voltar de Paris revigorada e agora tem certeza que Burnout é só uma palavra inventada por cientistas preguiçosos de esquerda formados em faculdades federais.
Não é cansaço. É doença. O inconsciente, astuto que só, precede a palavra e adoece o corpo para permitir que o piloto do ego sossegue.
Todo mundo pode ficar doente, a doença é uma experiência comum a todos porque pára o corpo físicamente. Isso, físicamente. Não estamos falando aqui dessas frescuras "mentais", que afligem a cabeça fraca daqueles que não querem empreender.
Mas trabalhador nunca foi gente. Trabalho é tortura. Na Grécia antiga, a civilização que tão orgolhosamente "fundou a nossa" (culturalmente), a burguesia (da época) terceirizava a tranformação prática do mundo aos escravizados (seja de guerra ou de dívida). Quem construiu o Brasil e suas riquezas foram mãos negras escravizadas e quem toca a roda que gira a sociedade é quem? Quem está cansado? Quem está doente?
Quem está rico. A burguesia doente tem bornout, tem depressão e quando comete um ato contra alguma minoria alega que "se esqueceu de tomar os remédios" e é rapidamente absolvida. Não é uma ideologia do mérito, mas sim de quem fez, de quem cansou de quem adoeceu.
Bruguês cansado é doença, pobre cansado é defeito.
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