Participação na FLIR 2026 - O Poder das Palavras
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| Pessoas reunidas para uma foto após a apresentação. |
No último dia 14 de junho atendi ao convite da Feira do Livro de Resende (FLIR) para mediar a mesa "O Poder das Palavras: Literatura e Psicanálise" com os autores Alexandre Diniz e Carlos Almeida.
O evento estava muito lindo, bem organizado e com muitas editoras independentes, livrarias e sebos. Também haviam grupos culturais diversos, grêmios literários, representantes de grupos independentes de artistas regionais, enfim, uma verdadeira festa da qual eu tive o prazer de participar.
O Poder das Palavras
Na mesa que eu mediei, falamos basicamente sobre o laço entre a psicanálise e a literatura que remete ao próprio nascimento da clínica de Freud, que citava Dostoiévski como influência literária de sua teoria e dizia que os artistas haviam descoberto o inconsciente antes dele. Alexandre e Carlos trouxeram suas experiências com a psicanálise e seus entrelaçamentos com a literatura, além, é claro, de falarmos dos nossos livros.
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| Os livros expostos: da esquerda para a direita - Ser Feliz é uma arte, Além da Visão e A Palavra-Humana. |
Doutor em administração e escritor premiado, Alexandre vem de uma experiência corporativa, trabalha com mentoria e também discursou sobre sua experiência pessoal com a psicanálise. Seu livro, "Além da Visão - Como é bom saber que podemos ver além de simples palavras" foi lido em um trecho que destaca de forma poética a importância de questionarmos a natureza da realidade a nossa volta, buscando soluções ocultas onde elas parecem, a princípio, não existir.
Psicólogo com ampla experiência e ativista de causas sociais, Carlos nos trás uma experiência com a psicanálise que está marcada na pele. Fala de sua história de vida, de suas dificuldades e superações destacando o quanto as palavras podem construir soluções e esperança. Em seu livro "Ser Feliz é uma Arte - Felicidade não é Alegria", Carlos investiga o significado da palavra felicidade e os caminhos que trilhamos para alcançá-la e propõe uma oposição tão poética quanto criativa: felicidade não é alegria, provocando o leitor a enxergar um significado mais profundo dessas palavras.
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| Os três autores, da esquerda para direita, Carlos, Tiago e Alexandre. |
Já no meu livro, A Palavra-Humana, falamos de coisas parecidas. Usamos a técnica do romance para falar numa narrativa poética sobre os atravessamentos sociais que a publicação no Brasil apresenta a novos escritores, bem como falar sobre a importância de levarmos o discurso da literatura a rigor bem como o seu poder de transformação dos sujeitos e suas realidades.
Apresentamos João, um jovem escritor, negro periférico e diagnosticado com um sofrimento psíquico que faz o leitor questionar o que é realidade e o que é delírio nessa narrativa fantástica que mistura elementos de fantasia, religiões de matriz africana e uma crítica à forma como pessoas com esse tipo de sofrimento são tratadas no nosso país.
Sorrisos e fotos.
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| A nossa sessão de autógrafos. |
Após a apresentação, seguiram-se autógrafos e um papo mais de perto com os autores. Aliás, gostaria de agradecer imensamente a todos que participaram desse momento tornando-o possível, principalmente as pessoas da grande família Silva, que aquecem meu coração com os incentivos ao meu trabalho.
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| Eu dando alguns autógrafos. |
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| Eu e a escritora Katia Rodrigues |
Esse tipo de oportunidade é que as feiras de cultura proporcionam, fazendo com que a gente descubra uma riqueza na nossa região que nem imaginávamos existir.
Enfim, foi um momento incrível que eu quero que se repita muitas vezes. Vamos fomentar mais eventos assim nas nossas regiões, espalhando o poder das palavras e da cultura por todo o país!






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