A apple não quer mais ser elitista


O diretor de operações da Apple Jeff Williams declarou numa palestra aos alunos da universidade de Elon (EUA) que a empresa não quer ser vista como elitista. A empresa que é vista com brilho nos olhos pelos entusiastas da tecnologia esteve envolvida em críticas sobre os preços  mais altos praticados em relação a sua concorrência e muitos consumidores demandam por produtos mais populares e financeiramente atrativos por parte da empresa cujo fundador queria nada menos que mudar o mundo.

No Brasil um produto da maçã mordida pode chegar a custar mais de dez vezes o valor de um produto equivalente de outra marca.

Jeff, que está na empresa desde 98 levantou outras questões em sua palestra, dentre elas uma que chama bastante atenção o custo da inovação. A gente precisa lembrar que o que Jobs vendia não era o exclusivo, mas sim o inovador, e o diretor justificou dizendo que para inovar é preciso pesquisar, e pesquisa têm um custo alto.

Portanto, nos baseando em Jeff, seria uma falácia avaliar o custo de um iPhone meramente pelo valor de suas peças ou das despesas da montagem e distribuição. Ele também destacou os gastos com marketing da empresa.

No entanto, eu acho que seria hipocrisia a empresa dizer que quer se tornar "popular" porque isso ela nunca vai ser. Apple sempre vendeu exclusividade, não necessariamente uma exclusividade VIP, mas nasceu dizendo que "isso é pra quem pensa diferente".

Ela vende exclusividade tecnológica. E geralmente exclusividade é uma coisa elitista. Há muitos poréns na relação custo x benefício dessa exclusividade, até mesmo na realidade disso. Eu sei. Mas a não ser que lançar smartphones mais baratos sejam um meio de financiar a longo prazo a inovação a Apple pode enfrentar uma transformação que fatalmente vai acabar com seu maior diferencial.

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